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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A rua é lugar de protesto bem humorado

Nada é por acaso. E assim, a arte de Reginaldo Soares Coutinho, mais conhecido como Régis Soares, nos foi apresentada. Por sorte, a entrevista por e-mail é válida, de acordo com o livro “A arte de entrevistar bem”, da jornalista Thaís Oyama. Esse chargista, cartunista, e caricaturista de 49 anos de idade, vislumbrou a idéia de expor sua arte opinativa no Mosaicos de Rua. Dirão alguns que foi a caricatura de Vladimir Herzog; dirão outros que foi nossa “quexadinha” de rapaz latino-americano sem graça e sem sabor que verificou na charge da exigência do diploma uma voz que não silenciou; outro dirão ainda que foi a rua que permitiu, mesmo a distância, esse reencontro da arte e da opinião. Fiquemos com as respostas do artista.



1) Régis Soares por ele mesmo. Quem é Régis Soares? Reginaldo Soares Coutinho, 49 anos, mais conhecido por Régis Soares, paraibano de João Pessoa, casado, tenho dois filhos, sou chargista, cartunista e caricaturista. Comecei publicando minhas charges no jornal O Momento durante nove anos, a partir de 1983, publiquei 4 livros: Charges e Caricaturas, Pintando o Sete e Desenhando os Outros, Charges na Rua e 15 anos de Charge na Rua. Participei de várias exposições individuais de salões de humor na Paraíba e em outros estados, e publiquei trabalhos em veículos da imprensa como O Pasquim, A Tribuna, O Norte, Correio da Paraíba e em Jornais Sindicais. Atualmente, continuo dando minha contribuição semanal na forma de painel exposto na rua em frente ao meu trabalho, que se localiza na Rua Etelvina Macedo de mendonça, no bairro da Torre, em João Pessoa. Esse Trabalho já dura 25 anos de exposição de charges na rua.

2) Como surgiu seu interesse por artes plásticas?

Quando você nasce com o dom, já vem com o interesse junto.


3) Seu trabalho tem um estilo ou uma escola artística ou é livre?

Tem um estilo e é livre, porque a charge tem que ter liberdade para poder criar.

4) Por meio de algumas caricaturas como a de Vladimir Herzog, e charges como o manifesto pelo diploma do curso de Jornalismo nota-se uma preocupação com temas sociais e políticos. Essa inspiração vem de onde?

Essa inspiração vem do meu compromisso por uma sociedade justa.

5) A charge e a caricatura entram num gênero chamado opinativo. Existe divisão entre arte e opinião ou as duas coisas se casam?

No meu caso eu sempre tento juntar as duas coisas.

6) Como surgiu a idéia de fazer charges e caricaturas nas ruas? Tudo começou com um buraco que existia na minha rua, bem em frente ao meu atelier, onde as autoridades demoraram muito para tomar uma providência. Comecei colocando um painel com uma charge como forma de reivindicar o buraco, quando tamparam o buraco e resolvi retirar a placa, as charges já tinha caído na graça da população e desde então não parei mais.

7) Qual é o impacto de uma arte de rua sobre a população? É de imediato, porque é uma coisa que todo mundo tem vontade de fazer, principalmente quando você mostrar sua indignação com alguma coisa que lhe incomoda.

8) Quantas charges e caricaturas você já fez?

Na rua já vai em 1.106 charges, agora em jornais e outros meios de comunicação já perdi a conta.

9) O que é a rua para Régis Soares? Foi a maneira mais fácil que consegui chegar perto do povo, as pessoas participam do meu trabalho, dão opiniões. Virou um trabalho popular.

(*) As fotografias/imagens foram fornecidas pelo autor.

Um comentário:

Fernanda disse...

Estou ansiosa pra ler a entrevista desse artista. Deve ser primorosa como foram as demais.

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