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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A rua também pára

Para o leitor desavisado, o “Mosaicos de Rua” pode parecer um simples blogue (blog) de entrevistas, mas se torna testemunha ocular da história, um meio que presencia e fala dos fatos presentes, e que servirão às presentes e futuras gerações. Fui verificar um apitaço dos funcionários da Zona Azul. Desci a rua Padre Miguelinho, próxima ao TAC – Teatro Álvaro de Carvalho, e da Araújo Figueredo, parando na Anita Garibaldi. A frente da Câmara de Vereadores de Florianópolis estava tomada de um exército azul e branco (e não eram torcedores do Avaí), tudo monitorado pela Guarda Civil Metropolitana. Conversei com um funcionário, mas que não permitiu ser fotografado.

Marcelo de Souza, 44 anos de idade, 4 anos e 3 meses de Zona Azul, soma-se a luta de outros companheiros contra a privatização da entidade gerenciada pela Aflov – Associação Florianopolitana de Voluntários. Segundo Marcelo, a privatização pode tirar o emprego de pelo menos 300 pessoas. “Nós não somos valorizados pela Aflov, e ainda temos que aguentar a má recepção das pessoas na rua”. Questionado sobre o salário, ele afirma: “O que ganho não é suficiente. Com a privatização pode ficar pior”. Marcelo comentou que eles percorrem grandes distâncias atendendo uma média de 60 carros/dia. Outro aspecto das reclamações dos funcionários é com relação aos assaltos.

O projeto de lei encaminhado a Câmara de Vereadores é de autoria do Executivo, e responde solicitação do Ministério Público. Para Prefeitura, a Zona Azul não tem dado lucro. A greve é por tempo indeterminado.

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